A versão da engenharia diz que a resiliência é a capacidade de sofrer um alto nível de pressão e de retornar ao estado natural assim que a pressão cessa. Esse conceito encontra barreira quando usado na área de gestão de pessoas, uma vez que a definição conceitua algo físico e não relacionado a pessoas. Neste primeiro momento, denominado com a primeira geração da resiliência a sensação de uma pessoa resiliente era um profissional que suportava todo tipo de pressão, sem oferecer qualquer resistência. Um conceito um tanto quando conflituoso para uma geração pronta a mudar o mundo, com fortes valores morais.
 Historicamente, no campo da Administração, o conceito resiliência passou a ser utilizado em 1974 quando o consultor organizacional Daryl Conner formou a ODR Inc, “uma companhia de pesquisa e desenvolvimento que examinou a dinâmica de resiliência humana em cenários organizacionais, principalmente em processos de gestão de mudanças” (CARMELLO, 2008), sendo visto como uma competência profissional.
Na segunda geração da resiliência, estudou-se a capacidade de se recuperar, deixando de somente suportar a pressão. Na terceira geração estudou a capacidade de transformação, onde o capital humano tem um propósito maior, procurando encontrar alternativas e possuindo uma reserva emocional grande para suportar situações.
 Se tratando de equipe, não basta ter ou tentar ter uma equipe resiliente. O conceito precisa estar enraizado na cultura organizacional para oferecer condições favoráveis para que a equipe possa desenvolver as capacitações da resiliência. A cultura sempre vence a competência, ou seja, a cultura precisa estar renovada, modernizada em seu sistema de gestão, aprimorando, portanto, seus gestores e facilitando assim o processo do servidor. Ambos contribuem para crescimento geral.
 Exemplificando uma equipe resiliente, imagina a organização como um aquário. Um peixe sadio colocado num ambiente contaminado se contamina também. Enquanto não oferecer condições favoráveis para sua sobrevivência é desnecessário trata-lo individualmente e tornar a colocá-lo no ambiente contaminado.
 Uma equipe resiliente está preparada para críticas e feedbacks não esperados e desenvolve a anti-fragilidade, que segundo autor libanês Nassim Nicholas Taleb conceitualiza como o oposto de frágil, é algo que melhora quando está diante de uma situação inesperada. 
 
Fontes: Texto extraído da apostila do Curso: Alta Performance em Vendas – IBDEC
 
Escrito por Melissa Cristina Ponciano